Recordo com saudosismo de minhas experiências de leitura. Desde a infância, lembro-me do clássico “A galinha dos ovos de ouro”, um livrinho cheio de imagens que me despertavam a imaginação. Levava o livro para a roça, pois morava em um sítio, deitava-me debaixo de um pé de café e lá deliciava-me com o livro, só lamentava não poder ficar com ele, pois tinha que devolvê-lo à escola.
Depois vieram as fantásticas histórias de Monteiro Lobato. Ah! Quantas viagens pelo mundo da imaginação! Retirava com grande freqüência os livros e devorava-os. Mas o interessante é que não se tratava de uma leitura obrigatória. Lia porque sentia prazer em ler.
Mais tarde fui me aventurando pelo mundo da leitura com livros como “A marca de uma lágrima” de Pedro Bandeira, e outros livros do autor.
Os clássicos da literatura não puderam faltar: de Machado de Assis, com os “olhos de ressaca de Capitu” a Jorge Amado, com a sua visão crítica sobre o problema do menor nas ruas , enfim, obras que só me enriqueceram e fizeram a leitura que sou hoje.